terça-feira, novembro 11, 2014

sexta-feira, outubro 22, 2010

Da actualidade...

Leva-me a escrever este post a seguinte situação. O rumo que isto está a levar...

Vou partilhar um pouco da minha história pessoal. Não porque queira saber alguma opinião (porque isto é como nos funerais, não há muito que se possa dizer). Mas sim porque me apetece e porque acho que as pessoas se andam a queixar muito, mas alguma coisa as faz ficar "acomodadas"...

Nome: Nuno J. Loureiro
Idade: 33 anos

Profissão: Actor, Músico, Formador (Tudo a recibos verdes) - Os impostos vão aumentar e também a Segurança Social. Ah... pago 201,23 euros para ter direito a baixa médica. Ah... ia-me esquecendo que vai haver cortes no ministério da cultura, nas câmaras municipais e na educação... (então, como vou ter apoios para projectos, sem apoios que câmara municipal me compra espectáculos, e será que vou receber menos por dar aulas?)

Naturalidade: Vila Nova de Gaia.
Residência: Vila Nova de Gaia. (Cresci praticamente em Viana do Castelo - onde tenho compromissos de trabalho, mas acima de tudo onde tenho os meus pais.) Tenho agora uma A28 com portagens para ir todos os fins de semana a Viana - ou tenho uma A28 com portagens para ir todas as semanas para Gaia.

Endereço de Trabalho: Sou freelancer. Trabalho em vários projectos. Muitos deles exigem digressão. O maior deles todos (o que realmente me paga as contas) é em escolas. Da zona norte e centro. A25, A28, A29, A42, A44... Cada vez que vamos a uma escola, temos portagens pela frente...

Não tenho direito a Subsídio de Desemprego, tenho que pagar Segurança Social, vão me aumentar os descontos do IRS, tenho que pagar para viajar em estradas que não foram desenhadas para serem auto-estradas, não tenho nenhuma protecção no Código de Trabalho e o tipo de trabalho que tenho é considerado "acessório".

Não é o país que é uma merda. O que é uma merda é a gente que comanda este país. Mas mais merda ainda foram todos os que os meteram lá dentro. E mais merda ainda foram todos os que não foram votar no dia em que eles ganharam.

Porque afinal de contas, se a democracia é para o povo mandar, o (des)governo é causado também pelo próprio desgoverno do Povo.

E aqueles que se sentem governar, sentem-se sozinhos. E toda a gente fica à espera que alguém tome a iniciativa para dar o passo da tal revolução...

segunda-feira, outubro 18, 2010

terça-feira, agosto 31, 2010

PRÓXIMOS EVENTOS

Centro de Formação Alternativo Permanente WORKSHOP DE CLOWN com Lee Delong

Vamos à descoberta do nosso próprio palhaço e do seu universo cómico.

O clown é o mais autêntico de todos os estilos teatrais. Como o clown de cada um é a sua essência autêntica, não existem máscaras para nos esconderem ou mentiras para contar. O clown é a busca do que é humano e cada clown individual é o único para a sua própria humanidade.

O clown existe num mundo semelhante ao da tragédia. Encontra-se nos locais mais humanos: no amor; na raiva e no ciúme... na fome, mas pertence no mundo horizontal, ao contrário da tragédia que é vertical - Deus e o Demónio.

Procurar o nosso próprio clown é procurar a nossa própria essência, a matéria que cada artista usa para interpretar, mesmo que quando se faz de clown, não se interpreta. Atingir esta ingenuidade, esta honestidade fundamental, é é essencial para todos os actores. Perder o medo do ridículo é um passo enorme para o actor e o seu trabalho enriquece-se para sempre graças a esse pano.

Quando o clown enfrenta o público, cria-se uma relação muito especial que é tanto invisível como efémera. O clown alimenta-se da substância da relação que o público estabelece consigo. O público é capaz de rir do clown porque se reconhece a si próprio nele.

Através de uma série de exercícios específicos, iremos procurar material dentro de cada actor que o possa guiar ao seu próprio ridículo.

Há muitos grandes actores que não são clowns. Mas não há grandes clowns que não sejam grandes actores.

13 a 19 Setembro | 10:00-13:00 / 14.00-18.00 (49h)
Sala Estúdio Latino (Teatro Sá da Bandeira) | R. de Sá da Bandeira 108, 4000 - Porto
Preço: 150€
Amigo / Colaborador Terra na Boca | Alunos CFC/Contagiarte: 135€
Grupos de 7 ou mais pessoas: 140€
Máximo: 15 pessoas
Inscrições até 5 Setembro


VOICING© Intensivo (3 dias residenciais) - "Redescobre a tua força através do poder da voz!"

O VOICING® é uma abordagem que utiliza formas diferentes de reactivar o conhecimento e a sensibilidade em relação aos sons, as capacidades de cada um de cantar e como estas afectam a nossa natureza. O participante volta a descobrir a ligação entre o mundo interior e a voz que canta. Através de técnicas específicas e situações de grupo, o participante é ajudado a viajar facilmente para dentro de si mesmo e a utilizar a voz como o cavalo no qual monta para descobrir o território interior - independentemente da forma. A maioria dos nossos problemas, estados depressivos, insatisfações, dores, etc. são causados por formas de energia estagnadas suportadas pelos nossos sistemas de crença que, de forma consciente ou inconsciente, viemos a adoptar. Estes bloqueios limitam a nossa espontaniedade e a nossa resposta natural ao estímulo da vida. Através do VOICING®, o participante é encorajado a ir ao encontro e desafiar o seu sistema de crenças e a confrontar os seus medos através do canto. O canto é a melhor forma de remover estes bloqueios. O espaço de confiança e de aceitação que é criado permite ao participante revelar-se a si e aos outros as suas várias partes, incluindo a sua "sombra". O participante irá descobrir timbres e tons inesperados na sua voz, porvezes até sublimes, que irão revelar um espectro de comunicação que antes se encontrava inacessível. Há já muitos anos que o grito é utilizado em terapia como forma de expressão e de libertação emocional. Através do grito, libertamos algo que pesa no nosso interior. Por vezes o grito é necessário para aliviar a pressão, no entanto, a verdadeira cura e o verdadeiro agente terapêutico reside na aceitação e na compreensão profunda. O grande tesouro do canto é a aceitação: não é possível cantar aquilo que não aceitamos. O canto proporciona expansão e dignidade às emoções como a dor, a raiva etc. Através deste acto de aceitação e celebração estas emoções dissolvem-se numa sensação profunda de bem estar - uma sensação de estar em contacto consigo próprio. Com a prática do VOICING® o participante torna-se mais consciente de como o seu mundo interior funciona e realiza que para além das suas emoções, também o seu diálogo interior apresenta uma vibração e revela uma estrutura de som. Ao expô-la através do canto, activa uma transformação que abre do nível psicológico para o domínio da essência. Cantar a nossa personalidade, as nossas emoções e as nossas formas mentais permite que seja criada uma distância e consequentemente uma desidentificação. OVOICING® pode também ser utilizado como técnica de meditação - uma meditação que conjuga a qualidade de uma meditação activa e o paladar da criatividade. Desta forma, o canto pode ser visto como uma ponte da personalidade para a espiritualidade. A novidade é que qualquer pessoa, a qualquer momento, se pode tornar o seu próprio curador. O VOICING® é sem dúvida uma abordagem terapêutica do futuro.

2 a 5 Outubro
Preço: 320€ (inclui formação + alojamento + alimentação)
Amigos / colaboradores Terra na Boca e alunos CFC (Contagiarte): 288€
Grupos de 7 pessoas ou mais: 300€
Casa da Torre | 4730-570 SOUTELO - Vila Verde (Braga)
+ info: www.voicing-institute.com
Minimo: 12. Máximo: 30 pessoas
Data limite de inscrições: 5 Setembro

quarta-feira, julho 07, 2010

Dos cortes orçamentais do ministério da cultura

Enquanto trabalhador independente, muito pouco habituado a receber fundos para a criação dos meus próprios trabalhos, observo esta questão dos cortes orçamentais num misto de preplexidade e estranheza...

Estou absolutamente solidário com os meus colegas de profissão dos diversos sectores da cultura. Não é justo que se mude a regra do jogo a meio do jogo.

Não é correcto que se apliquem as mesmas lógicas de mercado a todos os criadores.

A questão fundamental é esta: A ministra da Cultura é daltónica ao não saber distinguir "Arte" de "Entretenimento".

No entanto ambas são fundamentalmente dirigidas para os mesmos fruidores: o Público.

É que Arte e Entretenimento podem e devem coexistir. Nada mais aborrecido do que ver Arte que não nos entretém (seja de que forma for) - mas isso reporta à questão da sensibilidade, receptividade e predisposição de cada um para ver as inúmeras ofertas artísticas (e por isso mesmo é que devem existir.

Agora: pode de facto existir Entretenimento sem Arte.

A nossa cultura mete no mesmo saco o fenómeno "espectacular": futebóis e espectáculos de palco (falo obviamente de tudo o que seja feito num palco - concertos, danças, teatro.

No entanto, devo também aqui fazer um exercício de honestidade: não será que este "Adamastor" que nos irá enviar todos ao fundo do mar, foi sendo criado e alimentado à conta de muitos outros e tantos criadores, que uma vez subsidiados se "encostaram" e ficaram à sombrinha da bananeira bebendo uma bela água de côco?

E aqueles que da parcela de súbsidios retiraram dinheiro para benefícios próprios? Como se lhes tivesse saído a taluda? Onde as manipulações de números de bilheteira ou deturpações curriculares do espectáculo são apresentadas nos relatórios finais?

E quantos criadores todos os anos se candidatam para os subsídios e as vezes nem precisavam de dezenas de milhar de euros para criar um espectáculo, mas que por décimas não conseguiram obter o subsídio (pelo menos para a montagem da produção). É que por outro lado a "Arte" não tem de ser necessáriamente dispendiosa (obviamente que aqui não quero castrar as necessidades artísticas de cada um) mas sim pensar nisto: será o dinheiro de todos, imprescindível para os devaneios de alguns?

De facto, aquilo que mais me espanta é que o discurso e a discussão rondam um só tema: "Dinheiro".

E políticas culturais? Temas como: de que forma a programação cultural é feita no nosso país? Que investimento tem sido feito aos criadores nacionais (e falo principalmente dos pequenos criadores.) Ninguém as quer discutir?

Perguntaram à ministra se lhe tirassem 10 teclas ao piano se ela tocaria Mozart. Mas sem querer tomar partido da Ministra, devo dizer que se Mozart tivesse apenas 10 teclas para tocar, seria na mesma um génio... Porque aqui está a questão fundamental: o génio criativo não deveria ser desperto apenas por questões financeiras. Principalmente e acima de tudo.

segunda-feira, abril 19, 2010

A nuvem cinza paira sobre as nossas cabeças...

O acontecimento da erupção vulcânica e da consequente nuvem de cinza que levou à acumulação de gente nos aeroportos, gente essa que ao fim de alguns dias já não tem dinheiro para comer leva-me a pensar no seguinte:

- Quem viaja de avião (turistas e etc) ao fim de três dias já não tem dinheiro para comer? E então que é feito do sistema ATM - vulgo Caixas Multibanco - que permite efectuar levantamentos mesmo a partir de contas no estrangeiro?

- Há quem se queixe que não consegue tomar banho há varios dias: o exército portugues possui trailers com balneários... será que é para ficarem estacionados?

- A AMI e outras associações de ajuda humanitária não intervêm nestes casos porquê? Será que os requisitos para desbloquear os milhões dos fundos de ajuda internacional não prevêm este tipo de situação? Mesmo o pobre turista não merece qualquer tipo de ajuda por motivos que lhe são alheios?

De ambas as partes, acho cada vez mais admirável a estupidificação generalizada...

sexta-feira, abril 16, 2010

Sobre o Actor

É que não há negro em Espanha

Nem escravo em Argel se vende

Que melhor vida não tenha

Que um actor. Isso garanto.

Acorda antes de Deus,

Escreve, estuda, interpreta

Desde as cinco até às nove

E das nove até às doze.

Come a correr,

Corre ao curral,

Sai de lá depois das sete

E quando vai descansar

Há ordens de um presidente,

De um ouvidor, de um alcaide,

Dum fiscal ou dum regente

E a todos vai atender.

A qualquer hora que o chamem

Há teatro!

Estudar sempre, toda a vida,

E andar sempre pra diante,

Não há no mundo trabalho

Que a este possa igualar-se,

Esteja chuva, esteja sol,

Esteja vento, esteja neve,

Esteja frio, estejam trovões,

Pouco comer, fazer fretes

E sempre tantas as faltas

E tantas as opiniões                    In Loa de Benavente

quinta-feira, fevereiro 25, 2010

O Incorruptível volta a Viana do Castelo - 5,6,14 e 21 de Março de 2010








O Incorruptível estará de volta ao Café do Teatro nos dias 5, 6, 14 e 21 de Março de 2010

Para quem não teve a oportunidade de o ver em Novembro, apresse-se pois não sabemos se esta será a última oportunidade!

Numa época em que a Corrupção corre nas tintas do jornais e desagua nas "offshores" de alguns, o Teatro Ágil apresenta o único VERDADEIRAMENTE Incorruptível à face da Terra:
Anthôunio Êuzebyo de LLops Esse Ponto.

Venha vê-lo ao Café do Teatro em Viana do Castelo nos dias 5, 6, 14 e 21 de Março às 22:00

É necessário corromper a menina da bilheteira com
5 euros.

Com Gil Filipe e Nuno Loureiro nos principais papéis e também nos secundários.

Participação especial de algumas personalidades do mundo bem conhecidas de todos nós.

Venha ao Teatro:
O Custo/Benefício compensa!
(Este espectáculo não está sob escuta...)

Reservas de bilhetes:
917476444 926526302 933363771
teatroagil@gmail.com

sábado, fevereiro 20, 2010

Portugal - Um berço de Chulos

Inapto por Junta Médica... Pobrezinho, não sei como ele vai sobrevier até ao final do mês! Com 46 anos... Inapto por Junta Médica... Hein!... Diz-se ainda que com reforma de 35000 € mensais... O nosso problema continua a ser a distribuição de riqueza... O problema não está nos funcionários públicos... O tempo o dirá...
Afinal foram só 9732 milhões

As notícias que dão conta da desumanidade das juntas médicas são manifestamente exageradas. Afinal há quem não se queixe das mesmas.
Ontem mesmo, em carta enviada ao Público, Paulo Teixeira Pinto indica que passou 'à situação de reforma em função de relatório de junta médica'.
Certamente ainda mal refeito da forma como foi corrido do BCP e da Opus Dei, este banqueiro de 46 anos foi considerado inapto para o trabalho, apesar de já ter arranjado um cargo numa consultora financeira.
Teixeira Pinto nega ter recebido 10 milhões de euros de 'indemnização pela rescisão do contrato' com o BCP, garantindo que apenas recebeu a 'remuneração total referente ao exercício de 2007':9.732 milhões de euros em 'compensações' e 'remunerações variáveis'.

Estas juntas médicas são as mesmas que recusam reformas a Professores com Cancro.
...mas o Governo não sabe disto ? Provávelmente não... É mais importante solucionar o problema Mário Crespo com certeza... E porque ainda mais está para vir, os média devem ser condicionados...

quinta-feira, fevereiro 04, 2010

Curso Livre de Teatro 2010

Vai arrancar o Curso Livre de Teatro na Escola Superior de Música, Artes e Espectáculo no Porto

Destinatários: Maiores de 16 anos com interesse em iniciar a prática teatral, professores e outros profissionais de áreas que envolvem comunicação e/ou expressão verbal e física.

Duração: 60 H ATÉ FINAL DE JUNHO

TOTAL – 225€ - 50€/MÊS –

1º MÊS – 125€ - (pagamento do 1º e último mês)



O curso terá a duração de 4 meses sem paragens
As sessões serão às 2as e 4as feiras das 21H00 às 23H00

FORMADOR: Nuno J. Loureiro

INSCRIÇÕES – Até 12 Fevereiro 2010
ENTREVISTAS – De 15 a 19 Fevereiro 2010
INÍCIO DO CURSO – 1 de Março 2010

Mais informações contactar:
Henrique Costa - henriquecosta@esmae-ipp.pt

Departamento de Teatro
Escola Superior de Música, Artes e Espectáculo
Instituto Politécnico do Porto

segunda-feira, agosto 31, 2009

Como é que uma mulher enlouquece um homem...

Mulher - Onde vais?
Homem - Vou sair um pouco.
Mulher - Vais de carro?
Homem - Sim.
Mulher - Tem gasolina?
Homem - Sim.... coloquei.
Mulher - Vais demorar?
Homem - Não... coisa de uma hora.
Mulher - Vais a algum lugar específico?
Homem - Não... só andar por aí.
Mulher - Não preferes ir a pé?
Homem - Não... vou de carro.
Mulher - Traz-me um gelado!
Homem - Trago... que sabor?
Mulher - Morango.
Homem - Ok... na volta pra casa eu passo na loja e compro.
Mulher - Na volta?
Homem - Sim... senão derrete.
Mulher - Passa lá agora, compra e deixa aqui..
Homem - Não... é melhor não! Na volta... é rápido!
Mulher - Ahhhhh!
Homem - Quando eu voltar eu como um contigo!
Mulher - Mas tu não gostas de morango!
Homem - Eu compro outro... de outro sabor.
Mulher - Assim fica mais caro... traz de ananás!
Homem - Eu também não gosto de ananás.
Mulher - Traz de chocolate... nós os dois gostamos.
Homem - Ok! Beijo... já venho....
Mulher - Ei!
Homem - O que é?
Mulher - Chocolate não... Flocos...
Homem - Não gosto de flocos!
Mulher - Então traz de morango pra mim e do que quiseres pra ti.
Homem - Foi o que eu sugeri desde o princípio!
Mulher - Estás a ser ironico?
Homem - Não, não tou! Vou indo.
Mulher - Vem cá dar-me um beijo de despedida!
Homem - Querida! Eu já venho... depois.
Mulher - Depois não... quero agora!
Homem - Tá bom! (Beijo.)
Mulher - Vais no teu carro ou no meu?
Homem - No meu.
Mulher - Vai com o meu... tem leitor de cd... o teu não!
Homem - Não vou ouvir música... vou espairecer...
Mulher - Tás a precisar?
Homem - Não sei... vou ver quando sair!
Mulher - Não demores!
Homem - É rápido... (Abre a porta de casa.)
Mulher - Ei!
Homem - Que foi agora?
Mulher - Bolas!!! Que bruto! Vai, vai-te embora!
Homem - Calma... estou a tentar sair e não consigo!
Mulher - Por que queres ir sozinho? Vais-te encontrar com alguém?
Homem - O que queres dizer com isso?
Mulher - Nada... não quero dizer nada!
Homem - Que é... achas que te estou a trair?
Mulher - Não... claro que não... mas sabes como é?
Homem - Como é o quê?
Mulher - Homens!
Homem - Generalizando ou falando de mim?
Mulher - Generalizando.
Homem - Então não é meu caso... sabes que eu não faria isso!
Mulher - Tá bem... então vai.
Homem - Vou.
Mulher - Ei!
Homem - Que foi, porra?
Mulher - Leva o telémovel, estúpido!
Homem - Pra quê? Pra ma estares sempre a ligar?
Mulher - Não... caso aconteça algo, tens o telémovel.
Homem - Não... deixa estar...
Mulher - Olha... desculpa pela desconfiança, estou com saudades, só isso!
Homem - Ok, meu amor... Desculpa-me se fui bruto. Amo-te muito!
Mulher - Eu também! Posso cuscar no teu telémovel?
Homem - Pra quê?
Mulher - Sei lá! JOgar um joguinho!
Homem - Queres o meu telémovel pra jogar?
Mulher - É.
Homem - Tens a certeza?
Mulher - Sim.
Homem - Liga o computador... tá cheio de joguinhos!
Mulher - Não sei mexer naquela lata velha!
Homem - Lata velha? Comprei-o o mês passado!
Mulher - Tá..ok... então leva o telémovel senão eu vou cuscar...
Homem - Podes mexer à vontade... não tem lá nada, mesmo...
Mulher - É?
Homem - É.
Mulher - Então onde está?
Homem - O quê?
Mulher - O que deveria estar no telémovel mas não está...
Homem - Como!?
Mulher - Nada! Esquece!
Homem - Tas nervosa?
Mulher - Não... não tou...
Homem - Então eu vou!
Mulher - Ei!
Homem - O que ééééééé, ?
Mulher - Já não quero o gelado!
Homem - Ah é?
Mulher - É!
Homem - Então eu também já não vou sair!
Mulher - Ah é?
Homem - É.
Mulher - Boa! Vais ficar aqui comigo?
Homem - Não ...tou cansado... vou dormir!
Mulher - Preferes dormir a ficar comigo?
Homem - Não... vou dormir, só isso!
Mulher - Estás nervoso?
Homem - Claro, porra!!!
Mulher - Porque é que não vais dar uma volta para espairecer?!?!...

terça-feira, junho 23, 2009

Não gosto

Não gosto que me segurem a mão, nem que me toquem so porque sim.

Não gosto que vulgarizem os meus gestos.

Não gosto de caminhar sozinho, nem de ter que conversar comigo, de percorrer os lugares e as pessoas e NÃO de ver apenas os lugares e as pessoas.

Não gosto de pessoas infelizes, que querem parecer aquilo que não sao, ao invés de se preocuparem em serem muito bem aquilo que são.

Não gosto de ouvir o que não tenho de ouvir, de falar com quem não gosto, de "engolir" o que não mereço.

Não gosto de crianças pequenas que se acham grandes mulheres, nem de mulheres que se comportam (constantemente) como crianças pequenas.

Não gosto de mulheres que se esquecem que, para o serem, o seu coraçao nao pode perder a grandeza de uma criança.

Não gosto de pessoas que só querem o que não têm e quando têm o que querem, nao sabem do que é que gostam.

Não gosto de dúvidas nem de confusôes, de meias palavras e indefinições.

Não gosto de me dar a metades, e viver de migalhas, de viver com "ses", porque na minha vida nao há espaço para "SE eu fosse".

Não gosto que me peçam desculpas, mas que as evitem. Muito menos que me façam ter que pedir desculpas.

Não gosto de atrasos, de promessas falhadas, de encontros desmarcados, de palavras vãs e de faltas de palavra, de planos certos que não se põem em prática.

Não gosto de frases dramáticas.

Não gosto de pessoas que não vivem, que apenas existem.

Não gosto de quem encara a vida como "um esboço" que pode ser apagado e rematado, porque

Não há espaço para "texto definitivo", só se vive uma vez.

Não gosto do dito por não dito, de tudo o que é mal feito.

Não gosto de pessoas fúteis.

Não gosto de pessoas que não são cheias de pormenores.

Não gosto de auto-estimas tão elevadas que se tornam arrogâncias.

Não gosto de quem não é carregado de simplicidade e humildade.

Não gosto de quem não tem nivel e não sabe "ser", só parecer o que convém.

Não gosto de competições, de tempos contados, de prazos de validade.

Não gosto de não ver o outro lado das coisas, de ignorar pontos de vista.

Não gosto de salas de teatro vazias, de musica pesada e, sobretudo, não gosto que me deem música.

Não gosto de intrigas nem de histórias mal contadas.

Não gosto de não poder acreditar nas outras pessoas,

NAO GOSTO DE VOLTAR ATRAS E AINDA MENOS QUE VOLTEM ATRAS COMIGO.

Não gosto de quem não acredita em nada e muito menos no poder de acreditar.

Não gosto dos que desistem antes de tentar.

Não gosto de formar juizos próprios sem ter em conta outras opiniões.

Não gosto de construir sonhos a volta de grandes pessoas e de, com o passar do tempo, descobrir que grandes, apenas eram os sonhos.

Não gosto de pessoas que não são livres, e das que se acham auto-suficientes.

Não gosto de partilhar a minha intimidade sem ser intimo, de sexo sem amor.

Não gosto de não dar as certezas,o beneficio da duvida.

Não gosto de quem faz exactamente aquilo que "aponta".

Não gosto de individualistas, que vivem , apenas importando-se com os seus interesses e o seu bem estar.

Não gosto de egoísmos e cobardias.

Não gosto de quem nao agarra as coisas com a mesma força que tem em possui-las.

Não gosto de não SER EU.

Mas, acima de TUDO,

Não gosto de perder a alegria e a vontade contagiante de continuar a viver, a sorrir, a brincar, a dormir, a partilhar e a gostar do MUNDO e das pessoas.

quinta-feira, junho 11, 2009

Portas...

Um relacionamento acaba? Por quê?

Achas que viveste todas as etapas, início, meio e final?

Tens a certeza que não deixaste nenhuma porta encostada, nenhuma etapa para trás?

Nada é mais perigoso do que sair de um relacionamento e deixar uma porta encostada. Ela não está aberta para que entres novamente e não está fechada definitivamente para que consigas seguir a tua vida tendo força para abrir novas portas.

Portas encostadas são obras de amores mal resolvidos, que por um ou outro motivo deixaram as suas marcas. São como feridas em cicatrização, a dor não é insuportável, mas é constante, incomoda, perturba.

Uma porta encostada nunca se fechará sozinha, não existe tempo para isso.

Para que ela se feche, ela precisa da tua ajuda. Só o teu empurrão poderá fecha-la.

E para se fechar a porta de um amor mal resolvido, ele tem que ser vivido na sua totalidade. É preciso passar por todas etapas, atracção, paixão, amor, convivência, amizade, discussões e fim. Este trajecto do amor pode ser percorrido em poucas semanas ou durar muito tempo, mas é importante que o ciclo se feche. Caso não aconteça, ficarão as fantasias, as idealizações e a persistência, mesmo tendo plena consciência de como essa relação faz mal.

É o fechar da porta que nos liberta para sermos felizes outra vez.

Quando terminamos um relacionamento antes que o ciclo se complete, simplesmente deixaremos inúmeros sentimentos e vontades de lado, como se isso nunca tivesse existido.

Mas como pode deixar tudo isso de lado?

Não, não podemos. Não podemos simplesmente esconder no inconsciente. Assim, na superfície podemos nos tornar amorosos, mas lá no fundo o tumulto está escondido. Mais cedo ou mais tarde, num momento de carência ou dúvida esse sentimento vai manifestar-se e iremos sofrer com esses altos e baixos.

Por digo, um relacionamento não precisa ser eterno, mas precisa de ser total. A sua totalidade, traz a liberdade do sentimento, que é o mais importante anseio do homem.

Podemos conseguir tudo, mas se você não formos livres, ficará sempre uma dor.

Se "devemos algo" ao antigo namorado(a), marido/mulher, se for esse o caso, dedica tempo a resolver isso. Nunca “estejas em débito” com algo que te faz mal. Dá-lhe um final, e bate com essa porta definitivamente.

Não vivas tentanto enganar-te, mentindo para ti mesmo. Aquele que mente, vive em mentiras e atrai mentiras. E as pessoas só conseguem estar conectadas com a existência através da verdade.

Não existe nada de errado em assumir a tua verdade, em assumir que o teu relacionamento deixou marcas que precisam ser resolvidas.

Não deixes que o ego fale mais alto. Tu sabes que o sentimento existe, que a porta está encostada.

A maioria das vezes não precisas nem sequer estar junto da pessoa para fechar essa porta, basta assumir, encarar, falar dos teus sentimentos.

Só precisas de assumir que estás neste estado temporáriamente, e consequentemente ele irá mudar, basta perderes o medo de falar dele, de pensar nele. Não trates isso como um segredo. Trata isso como um compromisso que precisa de ser resolvido, e não prolongues nem mais 1 dia.

Desmistifica-o, liberta os teus sentimentos, assume os riscos e sê feliz. Fala das tuas dúvidas, dos teus sentimentos com alguém em quem confias, elege um amigo, alguém que realmente goste de ti, e abre-te. Quanto mais tempo guardares esse sentimento só ti, mais perdido e sem saída irás ficar.

A vida é generosa, outras portas abrir-se-ão, assim que fechares esta porta. E a vida enriquece quem se arrisca. Privilegia quem descobre os seus segredos. Mas a vida também pode ser dura e cruel. Se não ultrapassares a porta encostada, terás sempre a mesma porta pela frente.

É a repetição perante a criação, é a estagnação da vida.

Entende de uma vez que as portas não são obstáculos, mas diferentes passagens!

quinta-feira, maio 28, 2009

"O PERFIL BIOQUÍMICO DUM APAIXONADO E DUM PORTADOR DE DOENÇA OBSESSIVO-COMPULSIVA É DRASTICAMENTE SEMELHANTE! - Faz sentido não?

Afinal o que é realmente o AMOR? Como explicá-lo à luz da Ciência, assim como à PAIXÃO e todas aquelas fantásticas sensações que saboreámos algum dia, todos aqueles feitos de que fomos capazes e desconhecíamos ter capacidade para tal?

Há cientistas a estudar a bioquímica do amor e da paixão.

Cada trabalho científico conhecido deixa-nos, tantas vezes, varados de espanto. Outros, na minha opinião, desorientam-nos, dando-nos uma desconfortável sensação de impotência perante as leis naturais que nos regem.

De acordo com dados de investigações recentes, em termos cerebrais, as substâncias químicas que intervêm no processo da PAIXÃO são totalmente diferentes das que são responsáveis pelas RELAÇÕES AMOROSAS LONGAS! Vá lá a refazer a ideia: SE ESTÁS APAIXONADO, NÃO VAI DURAR MUITO!

Prepara-te para partir para outra!

Como se não bastasse, ainda foi determinada uma alucinante semelhança, em matéria de actividade cerebral, entre alguém APAIXONADO e alguém com PERTURBAÇÕES OBSESSIVO-COMPULSIVAS!

Desta vez, refazer a ideia, pode ser assim: SE ESTÁS APAIXONADO, ÉS UM LOUCO!

Evita que aconteça! De acordo com os manuais de Psiquiatria, uma Doença Obsessivo-Compulsiva (DOC), é uma doença grave!

As conclusões basearam-se, também, em imagens de ressonância magnética (RM). Quando os indivíduos estudados que estavam apaixonados há apenas alguns meses, observavam uma imagem da pessoa amada, a RM indicava que tinham sido activadas as áreas tegmental ventral e núcleo caudado, ou seja, as áreas cerebrais associadas ao prazer.
BOM, JÁ SABEMOS ONDE ESTÁ LOCALIZADO O AMOR NO CÉREBRO!

Como no núcleo caudado reside uma rede de receptores de um neurotransmissor denominado DOPAMINA, puderam estes fantásticos seres da Ciência dizer ao mundo que este é, nem mais, nem menos, do que um dos componentes da POÇÃO MÁGICA DO AMOR!

Mais : EXISTE DENTRO DE NÓS, COMPLETAMENTE GRÁTIS!

Este neurotransmissor é o responsável pela inquantificável energia de que nos sentimos possuídos, pela focalização da atenção num determinado alvo, pela busca quase incessante da recompensa. Escalar um arranha-céus é tarefa fácil para alguém com vertigens… desde que SEVERA E RECENTEMENTE APAIXONADO!

O arrefecimento da paixão tem a ver com a reacção cerebral ao súbito aumento dos níveis de dopamina. À semelhança, por exemplo, da dependência da cocaína, os neurónios necessitam de quantidades cada vez maiores da substância para atingirem os mesmos estados de euforia. Bom, talvez seja bem pensada pela Natureza a protecção que nos dá em termos bioquímicos ao arrefecer a paixão: se o estado de apaixonado é equiparável a uma doença mental grave ou, ainda, ao estado induzido por certas drogas duras, não é difícil concluir os terríveis danos a que estaríamos sujeitos se a paixão fosse muito duradoura.

Só mesmo a LOUCURA ETERNA poderia dar seguimento à ETERNIDADE da dita! Quer parecer que tal não interessa, em termos genéticos, à continuidade da espécie, já que tais características de insanidade seriam transmitidas à descendência. Ou seja, a dado momento, loucos cuidariam de seres recém-nascidos indefesos (loucos)… e por aí adiante. Até dá suores pensar num tal futuro da HUMANIDADE!

As conclusões destes cientistas tiveram ainda como base um estudo sobre níveis de SEROTONINA, um outro importante neurotransmissor, que se apresenta em NIVEIS BAIXOS em indivíduos com DOC. Ao compararem os níveis de serotonina no sangue de:

- indivíduos com paixão recente, que pensavam no ser amado pelo menos 4 horas/dia(não é difícil, pois não?);
- indivíduos com DOC;
- indivíduos não apaixonados e não portadores de DOC ( GRUPO DE CONTROLO);
concluíram, estes estudiosos, que os níveis de serotonina nos 2 primeiros casos eram cerca de 40% inferiores aos do grupo de controlo.

Dito doutra maneira, O PERFIL BIOQUÍMICO DUM APAIXONADO E DUM PORTADOR DE DOENÇA OBSESSIVO-COMPULSIVA É DRASTICAMENTE SEMELHANTE!

Animador, não é? Valha-nos ao menos o Prozac e outros psico-fármacos que tais, que permitem aumentar os níveis de serotonina. Também inibem a líbido, mas isso já é outra conversa que, desta vez, tem um TRATAMENTO AZUL. Mas diz-se que este prejudica alguns corações mais sensíveis…

ENTÃO, AMAR OU NÃO AMAR, PODE SER UMA SÉRIA OU MESMO ARRISCADA QUESTÃO?

terça-feira, maio 05, 2009

A nova versão do Erasmus W.I.T.C.H. Project (2001) e The Return of the Killer Dictionary (2004

Erasmus W.I.T.C.H. Project from Nuno Loureiro on Vimeo.

Este filme foi realizado em 2001 quando estive em Inglaterra a estudar Cinema e Televisão. Desde então só foi apresentado duas vezes, numa versão que incluía uma parte teatral. Pela primeira vez, aqui está a versão integral em video.



The return of the killer dictionary from Nuno Loureiro on Vimeo.

Curta realizada em 2004 com uma câmara digital Mustek 3000, usando apenas um cartão de Memória de 52 MB que exigia que se descarregasse os clips inumeras vezes para o computador para arranjar espaço.



Editada no Windows Movie Maker, num portátil Celeron 1200



As actrizes são polacas, estavam de férias em Portugal, e o diccionário é um diccionário original de Polaco - Espanhol.

terça-feira, abril 07, 2009

Divagações...

Dizem que o amor supera tudo. Será? O amor é uma dor que invade o nosso interior dilacerando cada parte do nosso peito, sempre. Seja pelo lado bom, quando tudo vai bem e dilacera os nossos sentimentos em prazeres, esperanças, sonhos, ilusões e fantasias. Seja pelo lado mau, quando tudo entra em crise. Então o amor vem mais forte, parece que só ele é que é a salvação a partir daquilo que sentíamos e que gostaríamos que voltasse.

A nossa mente é uma confusão de sentimentos, sensações e dolorosas lembranças que, por alguma explicação freudiana acaba sempre por guardar apenas momentos maus de determinados relacionamentos, acaba por parecer acção e reacção. Onde a reacção à perda é a acção de um desejo inescrupuloso a pulsar fortemente no nosso peito.

Há momentos em que pensamos em loucuras, tentativas vãs de evitar um passado que não pode ser evitado pois a cada instante o passado torna-se o presente e desenvolve o futuro. É um erro! É uma reação em cadeia, onde não podemos ter as mesmas sensações simplesmente por que nunca somos os mesmos.

Envelhecemos.

A cada segundo, as nossas células deterioram-se e acabamos por desenvolver outras alternativas a essas formas ilusórias de auto-cura ou piedade.

Há momentos em que a vontade de gritar é tanta que simplesmente vemo-nos sem voz. Há momentos de amor enorme em que damos por nós sem nenhuma acção e há momentos de tantas acções, que o amor simplesmente se dilui como o álcool na água.

Sinceramente, não sei como transcrever o sentir a falta de alguém de quem gostámos tanto e mesmo assim não conseguimos mudar. Mas que se lixe, são essas coisas que têm de acontecer para que cresçamos, dizem.

Grande coisa, o crescimento serve para quê? Para nos tornarmos ilesos à dor ou apenas senti-la e esquecer-se de todo o prazer e sensação que ante-ontem existia?

São tantas alternativas e divagações a respeito dos sentimentos que é impossível dizer uma só. Há o sentimento de culpa, o sentimento de perda, o sentimento de vazio. Há o sentimento de mudança o sentimento de alteração e a compulsão pela tentativa de recuperar aquilo que é irrecuperável.

Por que é que os sonhos dos homens embatem nos dos outros?

Por que somos iguais. Simplesmente queremos tanto as mesmas coisas que elas se tornam escassas, simplesmente, desaparecem pois aqueles que as possuem acabam por esconde-las de tanto tentar fazer que elas se ofereçam novamente aos seus mais queridos.

Avareza? Não. Auto-preservação? Também não. Sentimento de possessividade? O que é a posse de alguma coisa, senão achar erradamente que aquilo é seu?

O Sentimento não é meu, sinto-o por outra pessoa, sinto-o por outra coisa.

E as pessoas que se amam a si próprias? Ninguém se ama tanto que não precise de outros. Se amar-se tanto assim, acaba por ser narcisista qual é a vantagem? Faltará sempre a sensação de conhecer o afago no cabelo quando há aquela vontade de chorar. O aperto reconfortante de um abraço de reconstituição de uma nova tentativa.

Nada é tão sublime e nada é tão traiçoeiro.

segunda-feira, abril 06, 2009

Pensamentos...

Cada pessoa que passa nas nossas vidas, é uma nova pessoa, na qual não se deve nunca tratar com base em experiências anteriores, senão és tu quem vai fazer com que todas as tuas relações sejam sempre a mesma coisa...se já te traíram, se já te enganaram, se já te desliduriram....a pessoa que se encontra agora na tua vida não teve e não tem culpa nenhuma do que se passou contigo...as vezes é bom apostar em alguém...pode ser que estejas a deixar pra trás desta vez o verdadeiro amor da tua vida.

Charles Chaplin

Nós sempre destruímos aquilo que amamos, em campo aberto ou em uma emboscada. Uns com a leveza do carinho, outros com a dureza da palavra. Os covardes destroem com um beijo, os valentes destroem com a espada."

Oscar Wilde

O dia mais belo: hoje
A coisa mais fácil: errar
O maior obstáculo: o medo
O maior erro: o abandono
A raiz de todos os males: o egoísmo
A distração mais bela: o trabalho
A pior derrota: o desânimo
Os melhores professores: as crianças
A primeira necessidade: comunicar-se
O que traz felicidade: ser útil aos demais
O pior defeito: o mau humor
A pessoa mais perigosa: a mentirosa
O pior sentimento: o rancor
O presente mais belo: o perdão
o mais imprescindível: o lar
A rota mais rápida: o caminho certo
A sensação mais agradável: a paz interior
A maior proteção efetiva: o sorriso
O maior remédio: o otimismo
A maior satisfação: o dever cumprido
A força mais potente do mundo: a fé
As pessoas mais necessárias: os pais
A mais bela de todas as coisas: O AMOR!!!

Madre Tereza de Calcutá

segunda-feira, março 23, 2009

Um desafio...

Um desafio...

Eu gostava de lançar um pequeno desafio:

Experimentem viver durante 7 dias apenas podendo gastar em cada dia um máximo de até 3 euros.
Seja o que for que sentirem, não poderão ultrapassar essa quantia, e se esta for totalmente gasta, só poderão gastar de novo 3 euros no dia seguinte.

Sintam ou não fome, sintam vontade de fumar cigarros, sintam vontade de comprar ou seja o que for, irão ver que sentimentos começam a aflorar...

Saibam o que é não ter como andar de transportes publicos, não ter como tomar um café, ou comprar uma garrafa de água, ou um pacote de cigarros ou de chiclets.

Saibam o que é não poder entrar numa pastelaria fina ou numa loja de sapatos. Ou não poder carregar o telemóvel.

Saibam o que é ter de andar a pé, não poder usar o automóvel ou mota.

Saibam o que é não poder usar luz em casa, pois os 3 euros por dia não chegam.

Saibam o que é ter que arranjar comida gerindo 3 euros por dia...

Saibam o que é ser consumista... e saibam onde no consumo está o essencial e o supérfluo...

Esse será o primeiro passo para combater a crise...

terça-feira, março 10, 2009

Faltam 47 dias para o 25 de Abril...

Começo a pensar que o 25 de Abril não foi uma revolução mas sim uma insurgência.
O meu pai costuma dizer-me: tu não sabes destas coisas não viveste no tempo da ditadura. Ao que costumo responder: eu não nasci no tempo do fascimo, talvez. Mas vivo actualmente no tempo da ditadura. Naquela ditadura bem mais perigosa, porque está disfarçada nas pequenas coisas socialmente aceites. E na discussão dizia: não sabes o que é não ter liberdade de expressão. Então não sei? Hoje em dia não se manda ninguém preso. Abafa-se por outros meios (desacredita-se, monta-se todo um teatro para descredebilizar alguém, disfarça-se, manipula-se)
Até acho que o fascismo pelo menos era mais honesto (e ingénuo) por isso é que é tão óbvio e fácil de combater um regime fascista.

O 25 de Abril serviu para libertar o povo da opressão do regime. Muito bem! Aplaudo todos os que estiveram na revolução e aplaudo todos os que vivem e subsistem à custa do revivalismo ou saudosismo dos idos tempos do PREC. Mas continuo a perguntar... porque é que o PREC ficou a meio caminho?

Simples: porque os ditos revolucionários não prestaram atenação aos burgueses oportonustas (ou será que alguns burgueses oportunistas actuais não terão sido revolucionários activos do PREC

Hoje em dia, o tipo que andou de enxada a construir um caminho comunitário, é o gajo que é administrador da BRISA e cobra portagens...

O gajo que fazia a distribuição comunitária do campo agrícola, hoje é o gajo da construtora civil que compra o terreno para loteamentos de luxo (especulados).

O que foi o 25 de Abril afinal? O que mudou? Segundo Lavosier: "Nada se cria, nada se perde, tudo se transforma". Então se nada se perde, perdemos as ideologias fascistas? ou estas se transformaram? Criou-se a verdadeira democracia, ou esta se transformou? Temos agora uma ditadura democrática ou uma democracia fascista? Parece-me que de facto o 25 de Abril não trouxe tanta liberdade como se pensa... trouxe mais uma simbiose de ideologias...

Onde estão os direitos do homem que os revolucionarios soletravam? Nenhum deles ainda está vivo e activo no parlamento? Ou serão já seres raros nos claustros da Assembleia da República?

Onde está essa Grândola Vila Morena, terra de fraternidade? Ou já está parecida com a terra prometida da qual os Judeus foram expulsos?

Onde estão os princípios democráticos da Revolução Francesa: Liberdade, Igualdade, Fraternidade?

Que liberdade de expressão pode ter um trabalhador a recibos verdes, ou um assalariado de uma multinacional que fecha as portas para ir para um país com mão de obra mais barata que a nossa?

Onde estão os direitos civis violados pelo novo código do trabalho?

Esta minha opinião vale o que vale... Ainda se há-de discutir se o 25 de Abril deverá ser feriado ou não... E a festa do Avante será um museu saudosista, onde se vai apenas comer bifanas e beber mojitos só para não dizer que se esqueceu também de Cuba...

Em nome de todos aqueles que sobrevivem por condições de vida condigna, eu grito bem alto:
Chega de cinismos...

terça-feira, março 03, 2009

A máquina dos sonhos que avariou... Um conto para adultos

(Este texto é meu e podem copiá-lo, mas agradecia que mantivessem o nome do autor: Nuno J. Loureiro)

Era uma vez um inventor que decidiu inventar uma máquina de fazer sonhos.
trabalho dia e noite, anos e anos até descobrir como se fazia esta máquina.
E lá concretizou a dita máquina.
Quando a pôs em funcionamento, as pessoas andavam felizes. Pois graças a essa máquina podiam concretizar os seus sonhos: ter coisas que de outra forma não poderiam ter, ir a sítios que de outra forma não poderiam ir, vestir-se com roupas que de outra forma não poderiam vestir, jantar em restaurantes que de outra forma não poderiam jantar e por aí fora.
E a máquina lá ia dando a possibilidade à pessoas de concretizarem os seus sonhos. Que maravilha: casas, carros, roupa, compras, televisões, computadores, telemóveis, viagens, férias de sonho, tudo o que se quiser imaginar.

E um certo dia, a máquina começou a ficar sobrecarregada. Porque havia uns duendes que ao mesmo tempo tinham a responsabilidade de a manter a funcionar, tornaram-se gananciosos e começaram a ir à máquina para concretizar os seus próprios sonhos...

Como em tudo na vida, a máquina começou a entravar... E os sonhos das pessoas já eram mais difíceis de concretizar. Então os duendes decidiram diminuir a capacidade de produção da máquina. Mas há sonhos que precisam de outros sonhos e outros sonhos e outros sonhos... E a máquina a entravar... Mas os duendes lá iam buscar na mesma os seus próprios sonhos...

Então o inventor viu que a máquina estava quase a explodir e disse a toda a gente:
- Estamos com uma situação complicada. A máquina tem de parar.
As pessoas então gritaram "Não pode ser, não pode ser!"
E o inventor respondeu:
- Pronto, está bem... Vamos então por mais combustivel para fazer sonhos a ver se ela se aguenta.
E lá meteu mais combustivel... Mas os duendes, mal viram que a máquina estava de novo atestada, lá começaram a usurpar os sonhos para eles... e o inventor disse:
- Afinal a máquina continua a ter problemas... é preciso começar a desistir dos sonhos
E as pessoas disseram:
Não pode ser, não pode ser!
Então o inventor pediu silêncio à manifestação. Fez-se silêncio...
- Vamos lá a ver se nos entendemos. Esta máquina que eu inventei, afinal tem um defeito. É que para poder continuar a dar sonhos a toda a gente, vocês têm de devolver os sonhos à máquina. Senão ela continua a entrar em parafuso.
E as pessoas responderam:
- Não pode ser. Agora como é que vamos fazer? Vivemos em casas que foi a máquina que nos deu, andamos com carros que a máquina nos deu, comemos comida que a máquina nos deu. Vamos perder isso tudo só para que a máquina volte a funcionar em condições?
O inventor chateou-se e disse:
- Vocês não entenderam que se mantiverem esses sonhos por muito tempo acabarão por perde-los?
E as pessoas lamentaram-se:
- Mas então vamos passar a viver sem essas coisas? Vamos ser iguais uns aos outros? Então como poderemos ostentar coisas? Como poderemos exibir luxos? Como poderemos viver o sonho de sermos mais do que o que somos?
O inventor respondeu:
- Se querem tanto manter esses sonhos, então só basta capacitarem-se que serão escravos da máquina.

E as pessoas optaram por ser escravas, porque não podiam suportar uma vida, vivendo com as suas reais posses... e foram infelizes para sempre...